Exército de Libertação Popular, ELP – o exército chinês – desfilando ao lado dos russos na Praça Vermelha, no desfile do Dia da Vitória.

EUA acordam para a Nova Ordem (da Seda) Mundial

Os verdadeiros Masters of the Universe nos EUA não são moça do tempo, mas parece que estão começando a ver de que lado sopram os ventos. Parece que a imagem que disparou os sinos na cabeça dos verdadeiros Masters of the Universe foi o Exército de Libertação Popular, ELP – o exército chinês – ali, desfilando ombro a ombro com os militares russos, na Praça Vermelha, no desfile do Dia da Vitória. Nem no tempo da aliança Stálin-Mao Tse Tung tropas chineses desfilaram na Praça Vermelha.

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Por que a OTAN treme de medo da Rússia

O ataque por duas frentes – guerra ao preço do petróleo/raid contra o rublo – que visava a destruir a economia russa e metê-la no formato de vassalagem, como um recurso natural a ser usado pelo ocidente, falhou. Os recursos naturais também foram essencialmente a razão para a tentativa de reduzir o Irã à posição de vassalo do ocidente. Nada jamais teve a ver com Teerã desenvolver alguma arma nuclear – hipótese já banida pelos dois líderes da Revolução Islâmica, o Aiatolá Khomeini e o Supremo Líder Aiatolá Khamenei.

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OTAN mata africanos no Club Med

A fabulosa coleção de imperialistas humanitários ainda está solta, agora matando – por procuração – nas águas do Mediterrâneo, também conhecido como “Club Med”, também conhecido como Mare Nostrum, depois de os mesmos imperialistas humanitários terem destruído um estado viável – a Líbia, república árabe secular – sob o falso pretexto de que estariam impedindo “um genocídio”.

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A Eurásia como nós (e os EUA) a conhecemos está morta

O projeto chinês imensamente ambicioso de uma Nova Rota da Seda continuará em intersecção com a União Econômica Eurasiana (UEE) liderada pela Rússia. E dia virá quando a União Europeia acordará e descobrirá um fervilhante eixo de comércio e trocas que se estenderá de São Petersburgo a Xangai. É sempre pertinente lembrar que Vladimir Putin vendeu visão similar e ainda mais abrangente, na Alemanha, há uns poucos anos – e que se estendia de Lisboa a Vladivostok. Vai demorar – e serão tempos difíceis. Mas é inexorável esse face lift radical da Eurásia. Implica o sonho excepcionalista – os EUA como hegemon na Eurásia, que ainda parecia viável na virada do milênio – dissolvendo-se rapidamente, bem aí diante dos olhos de todos.

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Salvador Dalí - Criança geopolítica observando o nascimento do homem novo

Rússia, China, Irã: sincronia

O mito pré-fabricado de uma “bomba iraniana” impalpável jamais foi, ao longo de décadas, o problema real entre EUA e Irã; o problema aí sempre foi como submeter – ou “isolar” – uma nação poderosa e independente que se recusou a curvar-se ao mando excepcionalista. Mas nem agora, quando a “reabilitação” do Irã – pelo menos para alguns excepcionalistas e seus criados – pode estar iminente, dependendo só de um acordo nuclear a ser sacramentado em junho, nem agora as várias facções em Washington conseguem agir coordenadamente.

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Nova Rota da Seda encontra a União Eurasiana

Qualquer delírio desejante – excepcionalista – de que Rússia e China abandonem sua sólida parceria estratégica “ganha-ganha”, cuidadosamente arquitetada para atender aos interesses nacionais dos dois países, foi atropelado por uma visita crucial que Wang Yi, Ministro de Relações Exteriores da China, fez a Moscou. Em Moscou, Wang destacou que a política russa de “Olhar para o Leste” e a política chinesa de “Rumo ao Oeste” – que essencialmente inclui projeto massivo de Nova(s) Rota(s) da Seda – “criaram oportunidades históricas para incorporar as estratégias de desenvolvimento dos dois países”.

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A Primavera (Botticelli)

Cresce a guerra civil, decai o humanismo

São tempos tristes – e perigosos. Somos impotentes ante as perenes agonias no Oriente Médio ou o passo a passo rumo à Guerra Fria 2.0; ante as incontáveis ramificações da Guerra Longa do Pentágono ou a pauperização das classes médias no mundo ocidental. Impossível não sentir que está em curso uma guerra civil global. Mas pelo menos, em algumas quebradas obscuras do OTANstão, há uns poucos, dos melhores e mais brilhantes, que, em silêncio, pensam.

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Sistema de defesa anti-mísseis S-500 - Rússia

Empório eurasiano ou guerra nuclear?

Fonte de alto nível da diplomacia europeia confirmou para Asia Times que o governo da chanceler alemã Angela Merkel está em vigorosa campanha de aproximação com a China, tentando romper a parceria estratégica em várias frentes entre China e Rússia. Pequim não precisa, necessariamente, dar muita atenção ao gesto político de Berlim, uma vez que a China está movendo os cordões de seu projeto de Nova Rota da Seda paneurasiana, que implica laços estreitos de comércio/ negócios/ business com a Alemanha e também com a Rússia.

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Soldados da RPD escoltam prisioneiros de guerra do exército da Ucrânia pelo centro de Donetsk (24/8/2014)

Pepe Escobar no Donbass: Uivo em Donetsk

Estou chegando da República Popular em luta de Donetsk. Volto, pois, à esplêndida arrogância e insolência do OTANstão. Muita gente – no Donbass, em Moscou e agora na Europa – quis saber o que mais me abalou em toda a visita. Poderia começar parafraseando Allen Ginsberg em Uivo – “Vi as melhores cabeças da minha geração destruídas pela loucura”.

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BRICS

Para oeste, ho, pela estrada Eurásia BRIC da China, ho

Se “O que se guarda num nome?!”, [1] imaginem num ideograma! Tudo. Um único ideograma chinês, jie (“entre duas coisas”) – ilustra claramente a iniciativa chave de política exterior do novo sonho chinês.

Na parte superior do ideograma de quatro gestos-traços – a qual deve ser lida simbolicamente como o telhado de uma casa – o gesto-traço à esquerda significa o Cinturão Econômico da Rota da Seda; e o gesto-traço à direita significa a Rota da Seda Marítima do Século XXI. Na parte inferior do ideograma, o gesto-traço à esquerda significa o corredor China-Paquistão, via província Xinjiang; e o gesto-traço à direita, o corredor China-Myanmar-Bangladesh-Índia, via província Yunnan.

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